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24 de ago. de 2010

Unindo forças


No dia 18 de junho, dirigentes e voluntários da Rede Mundo Melhor e da Seicho-no-ie (entidade parceira da Rede na capanha Permanente de combate à Pedofilia) estiveram na Creche Renascer,Ilhéus - BA, realizando um mini-seminário para as 35 crianças que lá vivem. Por estarem todas sob a guarda do Juiz da Infância e Adolescência, não foi permitido a divulgação das fotos das crianças.
O Encontro foi muito alegre, repleto de carinho, com palestra, canções, atividades artísticas, dinâmicas, lanche coletivo e distribuição de jornalzinhos e de revistas.
Agradecemos à diretoria da Creche Renascer e a todos os funcionários que receberam nossos voluntários com muito carinho, proporcionando-lhes a sublime oportunidade de trabalhar o amor ao próximo.
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6 de mai. de 2010

Juntos contra a Pedofilia

A pedofilia, atualmente, é definida simultaneamente como doença, distúrbio psicológico e desvio sexual (ou parafilia) pela Organização Mundial de Saúde. Nos manuais de classificação dos transtornos mentais e de comportamento encontramos essa categoria diagnóstica. Caracteriza-se pela atração sexual de adultos ou adolescentes por crianças. O simples desejo sexual, independente da realização do ato sexual, já caracteriza a pedofilia. Não é preciso, portanto que ocorram relações sexuais para haver pedofilia.
O fato de ser considerada um transtorno, não reduz a gravidade da questão e nem tira a responsabilidade do pedófilo pela transgressão.
Não será a decadente moralidade pública, a demasiada condescendência para com os pedófilos, confirmada pela impunidade que lhes é garantida em casos de envolvimento sexual, a alavanca mestra que os empurra para tais condutas?
A violação, o assédio, e o molestar sexual de crianças ou adolescentes, são situações que devem ser combatidas pela lei e pela educação cívica.
Como ainda não existe um crime intitulado “pedofilia” na l
egislação brasileira, apenas as conseqüências do comportamento de um pedófilo é que podem ser consideradas crime: estupro, atentado violento ao pudor, pornografia infantil.
Vale a pena também esclarecer que só existe pedofilia quando esses crimes forem praticados contra menores de 14 anos.

Criada em 2008, a CPI da Pedofilia tem como principal objetivo tipificar o crime de pedofilia, que ainda não existe no código penal brasileiro. A outra intenção é dar instrumentos para a investigar quem realiza pedofilia pela internet. Pontos fundamentais no combate a este tipo de exploração infantil.
O turismo de prostituição pedófila é um mercado que rende milhões, existindo não só para consumo interno, como para exportação. Em apenas um ano a pedofilia no Brasil movimentou, só na internet, cerca de R$ 4 milhões, fazendo do nosso país o principal consumidor de pedofilia no mundo. Uma triste realidade.
A banalização sexual extrema, em programas televisivos de forte conteúdo erótico e voyeurismo, ou na publicidade dos mais distintos produtos de consumo, não facilita o processo de conscientização ética.
A pedofilia moderna (incluin
do a pornografia infantil através de fotos em sites na Internet) tem muitas faces, sendo legítimo questionar até que ponto uma sociedade desinibida que expõe diariamente uma sexualidade promíscua e permissiva contribui para o aumento da pedofilia.
Estima-se que entre 2 a 10% das crianças no mundo são sexualmente abusadas, sendo uma boa fatia desses abusos cometidos sob a influência de álcool e/ou de drogas.
Enquanto a sexualidade continuar a ser apresentada de maneira impudica, para fins econômicos e como símbolo máximo de independência humana, não há lei que elimine os abusos sexuais incluindo a pedofilia.
Vamos nos unir e lutar contra essa mazela social.

Não podemos deixar que atos abomináveis como estes tornem-se normalmente aceitos nos meios sociais.

Você pode denunciar o abuso sexual de crianças e adolescentes através do Disque Denúncia 100.
A Rede Mundo Melhor e a Seicho-no ie (Regional BA II) são parceiras na Campanha permanente de Combate a Pedofilia.

Faça parte você também!




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29 de mar. de 2010

Fora da sala de aula

Mais de 4,1 milhões de crianças e jovens em idade escolar (de 4 a 17 anos) estão fora das salas de aula. A informação é da secretária da Educação Básica do MEC (Ministério da Educação), Maria do Pilar Lacerda, baseada na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Deste total, 3,5 milhões têm 4 ou 5 anos ou já são adolescentes com 15 a 17 anos. A inclusão destas duas faixas etárias no sistema de ensino passou a ser obrigatória somente a partir do ano passado, com a aprovação da Emenda Constitucional 59 - que também determinou o fim gradual da DRU (Desvinculação das Receitas da União). Os Estados e municípios têm prazo até 2016 para fazer a inclusão destes potenciais alunos no sistema de ensino.
De acordo com Pilar, outros 680 mil jovens, com 7 a 14 anos, também não frequentam as salas de aula. "Eles são 2% das crianças nessa faixa etária, que o governo faz busca ativa para incluir", afirma. Esta faixa etária, no entanto, já deveria estar integralmente incluída nos colégios de todo o país.
A secretaria explica que estes 680 mil não matriculados são, em sua maioria, pessoas com deficiências, jovens do campo ou de populações ribeirinhas, com dificuldades de acesso à rede.

Novo levatamento de dados



Pilar afirma que um novo levantamento com os problemas na oferta de vagas em cada rede de ensino deverá ficar pronto até maio. Informações mais precisas são fundamentais porque, de acordo com ela, há muita diferença entre os municípios e Estados.
“A cidade de Pará de Minas tem 100% das crianças matriculadas em escolas de educação infantil, enquanto há estados ricos que não têm 50%”, disse.
A universalização do ensino é um dos temas em debate na Conae (Conferência Nacional de Educação), realizada em Brasília até a próxima quinta-feira (1º). Uma das metas da reunião é tirar as diretrizes para um sistema nacional de educação.



Fonte: UOL 
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